sábado, 17 de abril de 2010

Juliet Undergroun

Sinto-me na obrigação de lhes contar uma história. Se verdade ou mentira, não teria graça confessar. Então devo começar: Noutro dia, a pequena Juliet se virou no travesseiro, mal conseguia dormir. Em sua barriga haviam borboletas que não paravam de se agitar. Mente limpa, coração puro, mal sabia que isso era uma questão de tempo para não existir. Ah pequena Juliet, eis a vida como ela é. Iluda-se, aprende-te, tome o que te pertence. Seus olhos, devo acrescentar enormes e brilhantes, perderam o brilho na primeira ilusão. A nossa pequena personagem vagou muitas vezes tentando encontrar uma resposta. 'Se o amor é tudo, onde ele está?' Dizem não ser difícil acha-lo, mas ela só pôde ver maldade. Palavras falsas, mentiras doces, superficialidade. Ela só queria as borboletas de volta, mas aprendia rápido e a dor da frustração de não alcançar a fez trancar no peito o suposto órgão do amor, e o fez de presidiário condenando-o a perpétua. De final, creio comentar o óbvio, que a pequena Juliet nunca mais soube das tais borboletas.

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